Android: Caracteres Acentuados em Legendas e Arquivos de Texto

28 de julho de 2010

A tela absurdamente grande do Milestone propicia uma experiência única na hora de assistir filmes e seriados em dispositivos móveis. Nos últimos dias ele tem salvo minha vida, pois estou ficando de castigo horas no hospital, enquanto minha esposa faz uma série de exames (nosso bebê está quase nascendo).

Seu processador permite por exemplo, que eu mande um filme codificado em DIVX na resolução padrão de DVD, direto da internet para o player sem precisar de nenhum tipo de conversão, e isto é um grande ganho de tempo!

Mas na hora de ver vídeos com legendas os problemas começaram. O Android tem hoje dois ótimos players de vídeo compatíveis com DIVX e legendas, o Rock Player que é um adware e o YxPlayer que é pago.
O Rock Player é mais rápido e fluido, no entanto costuma não ler algumas legendas. Já o YxPlayer engasga em alguns filmes maiorzinhos.
Mas ambos tem problemas na exibição de caracteres com acento. Coisas banais como â, á, ç, é e ê viram caracteres chineses, e eu ainda não falo esta língua!

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Filmes: Cargo e Lunar – Ficção científica da boa

20 de maio de 2010

Eu cresci vendo Alien, Guerra nas estrelas, Blade Runner, e tantos outros que ficam no imaginário o resto de nossas vidas. Eles são, junto com alguns outros títulos de ficção científica os responsáveis pela minha paixão pelo cinema, mas representam um paradoxo. Uma vez que o homem está sempre a procura da felicidade ou de coisas que o faça se sentir melhor, é interessante notar que estes filmes nos cativem mesmo que no fundo, o que há neles seja uma alta dose de pessimismo quanto ao que nos reserva o futuro. A terra superlotada, naves espaciais procurando por novos planetas habitáveis, impérios galácticos que dominam a força todas as formas de vida, e etc…

São grandes aventuras, mas poucos deles envelheceram bem. Não são mais histórias que convenceriam uma criança de hoje. Estes filmes perderam a credibilidade por estarem situados numa realidade que não aconteceu, pincelada com muita fantasia, segundo eles já deveríamos estar vivendo hoje como os Jatsons, mas estamos mais para Flintstones. Acho que tiraria da lista apenas Blade Runner com seus Andróides já que, a atmosfera do filme ainda hoje inspira credibilidade. Em Blade Runner um futuro negro, com a china no comando nos aguarda. A cena final que é de uma beleza ímpar.

Eu vi coisas que vocês não acreditariam. Naves de ataque em chamas nas bordas de Orion. Eu vi Raios-C brilhando no escuro próximo ao portão de Tannhauser. Todos estes momentos, se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.

Mas todas estas velharias nos ajudaram a ser quem somos hoje. Quem foi fã destes filmes no passado geralmente tem uma grande paixão pelo tema. E eu tenho!
Então eu estou sempre me perguntando o que exatamente os jovens nerds de hoje poderiam estar vendo,  de forma a despertar neles a curiosidade para com o futuro, o espaço e a ciência. E vez ou outra encontro um bom filme para responder a esta pergunta, com o diferencial de que os filmes de ficção de hoje trazem temas mais atualizados (2001 já passou tem nove anos).

O tema parece ser sempre o mesmo, a terra esgotou seus recursos e agora é hora e viajar pelo espaço em busca de outro planetinha azul para explorar. Dos velhos clássicos ficou o clima de pessimismo, e da nossa própria realidade a falta de confiança nas grandes corporações.

Hoje vou falar de dois: Cargo (Iden, 2009 – Suiça) dos diretores Ivan Engler e Ralph Etter, ainda sem data de lançamento no Brasil. E Lunar (Moon, 2009 – Inglaterra) de Duncan Jones. Nenhum dos dois pode ser classificados apenas como ficção, Moon é um drama e Cargo é um Triller, mas não fazem feio perto de seus irmãos mais velhos.

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Suecas!!! (Ou: Deixa Ela Entrar)

11 de dezembro de 2009

Quando eu tinha lá meus 11 pra 12 anos, a palavra “Sueca” sempre vinha carregada da mais pura luxúria. Isto devido aos famosos filmes e fotos educativos provenientes (supostamente) daquele país.

Minha vida de cachorro O que eu não imaginava (ou queria saber) naquela época era que, o cinema Sueco fosse capaz de produzir obras extremamente cativantes e de inestimável valor cultural, sem desmerecer as esforçadas Suecas da minha infância claro. Os cineastas suecos produzem um tipo de filme com o qual você consegue se conectar, te fazem lembrar ou se imaginar de forma muito natural da sua própria vida e isto é difícil de ver em Hollywood já a algum tempo.

Vira e mexe estou dando de cara com estas obras primas, sendo o pequeno clássico “Minha vida de cachorro” (cujo título original é impronunciável em PT_BR) o responsável por despertar meu interesse nas obras contemporâneas da cinemateca Sueca.

Mas o que me motivou a escrever aqui hoje foi um filme imperdível que vi esta semana. A história é o seguinte, prestenção!
Pré-adolescente se sente muito só e acaba se apaixonando por outro  Pré-adolescente, mas descobre que na verdade trata-se de um vampiro. Mesmo assim não se deixa levar pelo medo e faz de tudo para conquistar seu amor.
Se você achou que eu estava falando de crepúsculo pode acabar de vomitar e continuar a ler pois errou feio.

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Filme: A Cor Púrpura

24 de novembro de 2009

colorpurpleDifícil encontrar um cinéfilo que não conheça ou tenha visto “A Cor  Púrpura” (The Color Purple –1985 – Steven Spielberg com Whoopi Goldberg), um clássico que deveria ter recebido todos os 11 Oscars ao qual foi indicado. Detalhe eles não levaram nenhum, numa das mais injustas premiações já ocorridas na academia.

O filme baseado no livro de Alice Walker (não é minha parente) conta a história de Celie (Whoopi Goldberg aqui em seu segundo papel) e Nettie (Akosua Busia), duas irmãs negras e pobres moradoras do sul dos Estados Unidos nas décadas de 20 e 30.

A história gira basicamente em torno de Celie, violentada pelo próprio pai torna-se mãe de duas crianças, mas é separada delas e vendida como esposa/escrava para um fazendeiro viúvo e pai de uma renca de crianças.
Ao se mudar para a casa do viúvo Alfred (Danny Glover), Celie leva consigo sua irmã Nettie, que passa a ser perseguida por ele com segundas intenções. Ao ser rechaçado, Alfred expulsa Nettie de suas terras separando as duas irmãs.

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Besouro – O trailer ficou melhor que o filme

31 de outubro de 2009

A muitos meses tenho esperado ansiosamente para assistir a mais nova e cara diga-se de passagem, produção do cinema brasileiro, intitulada “Besouro – o filme”. E mal estreou aqui em BH fui correndo com a esposa a tira-colo (ela inclusive é ex-capoeirista) ver como era o tal bisôro que avua. Por coincidência encontramos lá meu cunhado (também ex-capoeirista) e sua esposa, na fila para comprar o ingresso.

Este encontro bem inusitado (meu cunhado não curte salas de cinema) demonstra que o filme tem causado tamanha comoção no meio capoeirista que mesmo as críticas ruins não irão atrapalhar seu sucesso, mas devo dizer que para mim foi uma decepção. Sai do cinema com a sensação de quero-mais, mesmo sabendo que este “mais” não vai acontecer, o que é bem chato. Pffuu…

Iansã Eu podia colocar a foto do Besouro, mas prefiro a Iansã!

Pra quem está meio por fora, vamos as explicações. Manoel Henrique Porteira, mais conhecido como Besouro Mangangá, foi um lutador de capoeira, negro e bahiano que viveu no início do século passado e que lutava ativamente contra a escravidão que ainda persistia naquelas bandas por força do coronelismo (mais ou menos como hoje). Suas habilidades na luta lhe renderam a fama de que conseguia voar e que também teria o corpo fechado contra qualquer tipo de arma de fogo ou ferro. Causou tantos problemas que foi cassado até a morte. Mas ainda hoje é reverenciado nas músicas e nas danças das rodas de capoeira.

Grande parte do sucesso de um filme pode estar em seu trailer, que bem feito pode arrebatar multidões, e no caso do Besouro foi justamente isto que aconteceu. Eu vi inclusive uma versão sem efeitos especiais finalizados onde se podia ver claramente os fios que levantavam os atores.
O trailer prometia muitas lutas sensacionais, coreografadas por um dos mestres da área Hiuen Chiu Ku, com filmes como “Matrix” e “O tigre e o dragão” no currículo (ele foi só um assistente nestes filmes, mas quem se importa) e principalmente muita cultura afro-brasileira, com direito a orixás fazendo ponta de mestres Shaolin do herói (Orixás+Shaolin=Orixáolin? néé… não ficou tão legal quanto eu pensei).
Numa das cenas do trailer, Besouro enfrenta um inimigo muito poderoso, e ao indagar de quem se tratava, a resposta era de gelar a espinha: – Exu!

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