Eu já disse que odeio contabilidade?

20 de maio de 2010

Querem uma justificativa palpável para o ódio que eu sinto por computadores de escritórios de contabilidade?

Hoje o dia foi tenso, além da agenda estar cheia desde quando sai de casa, encontrei muito mais problemas do que eu estava imaginando, o que me manteve na rua até às 17:00h. Isto é o equivalente a chegar em casa às 23:45 para um trabalhador normal (dados meus).

250px-Juliao14 Aqui em casa ainda me esperavam, dois computadores de uma escola e um notebook de amigo, todos para fazer backup e reinstalar o sistema. Além deles trouxe o PC de um escritório de contabilidade que contém apenas programas da área fiscal.

Atrasado como eu estava, pois deveria ter chegado às 14:30 no máximo, resolvi trabalhar no regime Crazy³, que é quando eu efetivamente trabalho com três máquinas ligadas ao mesmo tempo. Inclusive desligo o meu monitor para evitar distração e deixo apenas a CPU ligada pois, é nela (pela rede) que faço os backups.

Pois bem, são 01:45 da madruga… já terminei os dois da escola e o notebook. O da contabilidade ainda está instalando o Windows, porque o backup, apenas o backup dele demorou mais do que todo o processo dos outros computadores…

Logicamente não o entregarei no prazo, pois a quantidade de programas a ser reinstalada vai comer mais umas duas ou três horas. Ou seja, o dia de amanhã que deveria ser light vai ser tão longo quanto o de hoje… lerê…lerê…lêlêlêlêrê!


Besouro – O trailer ficou melhor que o filme

31 de outubro de 2009

A muitos meses tenho esperado ansiosamente para assistir a mais nova e cara diga-se de passagem, produção do cinema brasileiro, intitulada “Besouro – o filme”. E mal estreou aqui em BH fui correndo com a esposa a tira-colo (ela inclusive é ex-capoeirista) ver como era o tal bisôro que avua. Por coincidência encontramos lá meu cunhado (também ex-capoeirista) e sua esposa, na fila para comprar o ingresso.

Este encontro bem inusitado (meu cunhado não curte salas de cinema) demonstra que o filme tem causado tamanha comoção no meio capoeirista que mesmo as críticas ruins não irão atrapalhar seu sucesso, mas devo dizer que para mim foi uma decepção. Sai do cinema com a sensação de quero-mais, mesmo sabendo que este “mais” não vai acontecer, o que é bem chato. Pffuu…

Iansã Eu podia colocar a foto do Besouro, mas prefiro a Iansã!

Pra quem está meio por fora, vamos as explicações. Manoel Henrique Porteira, mais conhecido como Besouro Mangangá, foi um lutador de capoeira, negro e bahiano que viveu no início do século passado e que lutava ativamente contra a escravidão que ainda persistia naquelas bandas por força do coronelismo (mais ou menos como hoje). Suas habilidades na luta lhe renderam a fama de que conseguia voar e que também teria o corpo fechado contra qualquer tipo de arma de fogo ou ferro. Causou tantos problemas que foi cassado até a morte. Mas ainda hoje é reverenciado nas músicas e nas danças das rodas de capoeira.

Grande parte do sucesso de um filme pode estar em seu trailer, que bem feito pode arrebatar multidões, e no caso do Besouro foi justamente isto que aconteceu. Eu vi inclusive uma versão sem efeitos especiais finalizados onde se podia ver claramente os fios que levantavam os atores.
O trailer prometia muitas lutas sensacionais, coreografadas por um dos mestres da área Hiuen Chiu Ku, com filmes como “Matrix” e “O tigre e o dragão” no currículo (ele foi só um assistente nestes filmes, mas quem se importa) e principalmente muita cultura afro-brasileira, com direito a orixás fazendo ponta de mestres Shaolin do herói (Orixás+Shaolin=Orixáolin? néé… não ficou tão legal quanto eu pensei).
Numa das cenas do trailer, Besouro enfrenta um inimigo muito poderoso, e ao indagar de quem se tratava, a resposta era de gelar a espinha: – Exu!

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