Pai, tenho um problema…

– Ahm… pai, podemos conversar?

– Claro filho, o que foi?

– Pai, eu acho que eu tenho um problema…

– Poxa filho, vamos tentar resolver. Do que se trata?

– Bem pai, eu. Bem, eu não sei como dizer isto. Estou com um pouco de medo do que você vai pensar.

– Filho, você sabe que seu pai te apoia em qualquer coisa que você estiver precisando não sabe?

– Sim, pai. É que. Bem, vou falar. Pai, eu estou achando… ou melhor eu tenho quase certeza. Pai, eu acho que eu sou gay.

– Ahm… o que? Bem (tosse), filho. Eu, bem não esperava por isto. Mas.. o que te faz pensar isto?

– Olha pai, eu não sei quando começou, mas nos últimos tempos tenho me sentido estranho.

– Estranho como filho? Você tem apenas 15 anos! Me conte tudo, por favor. Não tenha medo. Eu sou seu pai. E se for preciso vamos enfrentar esta barra juntos ok?

– Certo pai. Obrigado. É que ultimamente, eu tenho sentido um certo frio na barriga quando vejo meus amigos tomando banho na piscina, ou no vestiário se trocando! Eu acho que… desculpe dizer! Eu acho que fico excitado vendo eles.

– Deus… digo. Certo. Bem filho. Eu realmente estou surpreso. Você já teve algumas namoradinhas. Nunca imaginei que você pudesse ter alguma tendência.

– Olha pai, eu não vou dizer que não gosto de mulheres. Na verdade é como eu disse no início de nossa conversa, eu estou em dúvida. Por isto vim conversar com você.

– Ufa… digo. Certo então. E… o que você gostaria de fazer. Gostaria de ir a um psicólogo conversar, ou você precisa só de mais um tempo para pensar?

– Olha pai, já que você perguntou… eu acho que acabou de me ocorrer uma ideia.

– E qual seria?

– Veja bem, é só uma ideia.

– Diga, diga!

– Que tal se a gente ah… deixa pra lá…

– Não filho diga. Eu farei qualquer coisa para você não ser… digo… eu farei qualquer coisa para te ajudar.

– Bem pai… que tal se a gente contratasse uma garota de programa para mim? Eu poderia perder minha virgindade com ela e assim ficaria sabendo se gosto de verdade de mulher ou não. “)

– Bem filho, eu não sei. Eu não conheço nenhuma garota de programa.

– Ah! Não tem problema, vamos ver aqui no meu notebook se eu encontro alguma na internet. (tecla) Olha só pai! Achei!
Vivian Powers. Acompanhante alta classe. Louraça, 1.80m, 59kg, Depilada, Estilo Universitária. Atendo em meu flat e realizo qualquer fantasia sua na maior privacidade. Faço completo e beijo na boca. R$ 300,00 duas horas.
Esta parece bem legal!

– Filho, você digitou “www” e já apareceu isto ai?

– Hã? AH! Bem devia estar em meu histórico.

– Mas você anda procurando por garotas de programa na internet?

– Eu… não claro que não pai! Eu sou praticamente gay! Porque eu faria isto? Este google algumas vezes parece que adivinha o que a gente está pensando.

– Sei.

– E ai, não é uma boa ideia?

– Joinha. Mas eu acho que tenho uma melhor.

– Ah, é mesmo? O que seria?

– Bem, sua dúvida é se você é gay ou não certo?

– É pai. Estou me sentindo muito deprimido. Muito gay.

– Então. Ao invés de contratar a tal da Vivian Powers, podemos ir até a casa de sua avó!

– Da vovó? Mas pra que? Não entendi.

– Bem, é que na rua da sua avó, mora o Raimundão Pilão. Ele costumava levar alguns garotos para brincar na casa dele. E bem, se algum deles tivesse dúvida quanto a sua masculinidade ele “ajudava” a descobrir a real vocação do garoto.

– Raimundão Pilão? Meu deus, porque este nome?

– Ah, foi um garoto que ele pegou uma vez que colocou este apelido. Nunca mais sentou com as duas bandas da bunda.

– Olha pai, obrigado pela dica, mas se não se importa, eu gostaria de tentar a Vivian primeiro. Eu…

– Que isso filho! Não seja bobo. Vamos logo tirar esta história a limpo. E depois de conhecer o Raimundão creio que não haverá mais dúvida.

– Paizão, olha só. Eu estive pensando. Quer saber, deixa isto pra lá. Só de ver esta foto da Vivian eu acho que já me decidi.

– Tem certeza? Estou de folga hoje!

– Pai! TENHO CERTEZA! Deve ser esta merda de Justim Bieber que andei escutando.

– Ok, foi o que imaginei.

– Bem, então vou indo.

– Baleza capeão!

– Pai, você acha que… sei lá não rolava de você me emprestar uma grana. Uns 280,00. Não é para a garota de programa não, é para outra coisa.

– Não.

– Ok. “(

– Ah, deixe o notebook. Preciso pesquisar uma coisa.

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