O que Steve Jobs tanto odiava no Android?

Hoje andou vazando por ai, algumas declarações do falecido CEO da Apple, Steve Jobs. Declarações estas que poderão ser lidas em sua biografia autorizada, a ser lançada daqui uns dias.
Numa delas, Jobs disse com todas as letras:
“Eu vou usar meu último suspiro até a morte se eu precisar, e vou usar cada centavo dos US$40 bilhões da Apple no banco para consertar este erro”, disse Jobs. “Eu vou destruir o Android, porque é um produto roubado. Estou disposto a abrir uma guerra termonuclear nisso.”andxios

Mas o que afinal de contas existe de tão grave no Android, a ponto de levar Steve Jobs a tão fabulosa cruzada? Ou seria melhor dizer caça as bruxas?

Bem, talvez não seja tão simples assim entender toda esta enrolação, sem antes conhecer um pouco da história da Apple, e de uma outra empresinha que aparentemente anda as margens desta confusão toda, a Microsoft.

What? Microsoft? Sim! Veja bem, anos atrás a Apple tinha um produto matador, revolucionário, mágico, e porque não dizer… carismático até! O MAC.
Recém apresentado ao público, ele já levava Macfags digo, Applemaníacos ao delírio, no melhor estilo novo iPhoneX. E estes entusiastas estavam dispostos a ignorar os problemas do sistema e pagar o alto preço pedido por ele, exatamente igual fazem com o iPhone hoje.

A Apple já era uma empresa de sucesso inquestionável, futura líder de mercado e apta a sofrer processos na Europa por monopólio. Eles estavam no topo do mundo, tirando do mercado gigantes com muito mais know-how como a Nokia, digo, digo a IBM!
Mas no entanto, posso afirmar com 90% de chance de acerto que hoje, você está ai lendo este texto em um PC e não em um MAC. Um PC com Windows! O que aconteceu?

A Microsoft com seu feioso e bobão Windows, foi a pedra no sapato da Apple, e de Steve Jobs. Segundo ele próprio (e holywood confirma isto no filme “Piratas do Vale do Silício”) o Windows roubou tudo que o MAC tinha de bom e vendeu por um preço mais em conta, capaz de rodar não em um hardware proprietário e caro, mas em qualquer lata de sardinha com 4MB de RAM e 16Mhz. Ajudando a popularizar o padrão da principal rival do MAC na época, o IBM PC.

Tenho a nítida certeza que ao acompanhar o comportamento do mercado com relação ao Android, Jobs teve um dejavu, e ele não gostou nem um pouco do que viu/lembrou.
Desta vez ele estava decidido a dar o troco. E é por isto que eu tenho certeza que ele não aceitaria nenhum tipo de acordo com o Google sobre o Android. Ele se considerava dono de…bem, esqueçam as patentes. Ele se considerava dono do “sucesso” do iPhone. O sucesso que o Android vem abocanhando aos poucos. Assim como Windows fez com o MAC.

Mas o Android não está sozinho. Ele tem o Google por trás. E embora a Apple tenha mais dinheiro em caixa que o Google, esta não seria de forma alguma uma briga fácil. Pode-se dizer que embora ela venha obtendo algumas vitórias por ai, o Google praticamente não se mexeu.

E não me surpreenderia se o motivo desta semi-paralisia seja porque o Google, considera que em alguns pontos a Apple tem razão. Porque sejamos honestos, por mais que eu goste do Android, e tenha ficado muito mais apaixonado com o velho Galaxy S do que com o Motorola Atrix, os produtos Android (e Bada) da Samsung são uma cópia descarada do look and feel da Apple. A gota dágua da semana foi a própria advogada da empresa não ter reconhecido o Galaxy Tab comparado com o iPad. God! Eu teria reconhecido. Mas estamos falando aqui do povão! O mesmo que compra Polystation e causa aqueles famosos traumas natalinos. Eles não reconheceriam a diferença também e é com eles que a Apple se preocupa pois eles garantiriam o sucesso da marca. E isto pode ter mantido o Google quieto até agora.

Mas tenho certeza que se a coisa ficar muito feia, o Google vai levantar a mão (ou abrir) e ai meu filho, acho que a história vai se repetir, e ai também podemos concluir que a morte salvou Steve de ver a história do fracasso do MAC se repetir, e ele não precisaria passar por isto de novo.

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