Clipes ruins é que são bons!

Quando eu era criança pequena lá em Barbacena Ipatinga, não existiam discotecas como hoje, ou mesmo casas de dança. Eu não sei dizer o porque disso, só sei que elas não existiam. Para suprir as necessidades dancísticas da garotada existiam os clubes, que nada mais era do que clubes mesmo (aqueles com piscina) que durante a noite se transformavam em discotecas improvisadas porém bastante decentes, com luzes, telão, globos, drogas e tudo mais.

Ali quando compareci algumas vezes, pude ver nos telões alguns clipes fantásticos que ficaram na minha cabeça por muitos anos, devido a “alta tecnologia” empregada na sua execução e desenvoltura de alguns dançarinos.
Eu sempre voltei para casa frustrado por nunca ter aprendido a dançar nem mesmo a Macarena, e também por não pegar nenhuma menina. E eu nem usava óculos ainda…eu acho. Mas sempre voltava imaginando como aquelas cenas incríveis iam parar nos videoclipes. Cara, aqueles fantásticos filminhos musicados me ajudavam mesmo a superar a frustração de não ter perdido a virgindade boquiniana, sim porque a outra que me lembre, naquela época nem no sonho.

Daí os anos passaram, a vida fez a sua parte, e veio a internet. E a internet trouxe com ela a possibilidade de rever alguns destes videoclipes que adocicaram a minha vida noturna (até as 19:30) juvenil e me deliciar novamente com estas pequenas obras de arte.

Vomitei bastante. São um lixo. Deus! Quantos neurônios eu devo ter gastado tentando imaginar como era feito aquele efeito especial, que hoje eu sei que se chama chroma key! Quantas vezes eu elogiei aquele farsante do Milli Vanilli!
Nunca fiquei tão decepcionado.

No caso dos defeitos especiais o problema nem é o efeito-mal-feito, mas a total falta de senso dos diretores que abusavam muito, apenas para dizer “Uau! meu clipe tem uma nave espacial, sou tão genial quanto George Lucas”, vide o clipe do London Beat logo abaixo. É como aconteceu com o efeito bulet-time de Matrix, criado dentro de um conceito para o filme, foi copiado a exaustão por todo tipo de produção, de paródias a propagandas de café.

Também tem o problema das dancinhas e do figurino super-brega, graças a deus nunca aprendi dançar nem andei na moda, ou teria mais uma mancha na minha biografia.

Abaixo alguns exemplos. Aconselho desligar o monitor, mas afine os ouvidos, pelo menos a música é boa. 😉

 

Destaque: Vídeo com o maior número de defeitos especiais que não tem nada a ver e participação do Supla

Automatic Lover? Naquela época não existiam vibradores

Milli Vanilli é um clássico! Destaque para a cena que ele cochila e um cara “rouba” a namorada dele

Essa ai fumava o conteúdo da bolsinha verde

As meninas achavam o grupo sexy, mas era just an illusion.

Detalhe para a cena dos transeuntes tirando foto, ilário

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