Filme da Semana: Frost/Nixon

Acabei de ver o filme Frost/Nixon, excelente.
Para quem não conhece os figuras, Richard Nixon foi o maior e mais vergonhoso caso de pilantragem política da história deste pai….digo, dos Estados Unidos. Entre outras coisas mandou espionar o comitê de seus adversários no que ficou conhecido como o escândalo de Watergate mas foi pego no pulão.

Investigado na época por dois jornalistas brilhantes do Washington Post, ele acabou renunciando ao cargo de presidente embora não tenha reconhecido sua culpa no cartório, mais ou menos como acontece aqui no Brasil todo santo dia.
A história desta investigação foi muito bem retratada no ótimo filme “Todos os homens do presidente” (assuma, você achava que era um filme gay).

Pois bem, três anos depois da renuncia, Nixon como todo bom político malandro achou que era hora de voltar a ativa e juntamente com seus assessores traçou um plano no melhor estilo Maluf, que iria reacender sua carreira e ainda encher as tubas de dinheiro.

madruga-maluf

O plano era simples, aceitaram por módicos $600.000,00, conceder uma entrevista a David Frost, um obscuro repórter britânico de celebridades. Nesta entrevista, Nixon que era um especialista em ownar repórteres deveria se aproveitar da inexperiência de Frost com a política e conduzir lindamente a entrevista como bem entendesse.
Só para garantir, uma série de coisas foram pré-combinadas, como por exemplo o caso Watergate que só deveria ser citado no último dia da entrevista.

O filme trata então dos quatro dias em que a entrevista foi gravada e de tudo que rolou nos bastidores. A preparação de Nixon, Frost e suas respectivas equipes.

Embora o filme num primeiro olhar pareça tendenciar Nixon como malvadão e Frost como bonzinho, aqui e ali podemos vislumbrar os traços humanos de ambos, suas fraquezas e porque não, suas qualidades. Afinal ninguém se torna o homem mais poderoso do planeta sem qualidade alguma.

Frost também está mais para anti-herói do que herói, já que desde o início vemos que seu único interesse na entrevista é financeiro, ao contrário de alguns de seus auxiliares que querem fazer dela o julgamento que Nixon nunca teve.

Não julgo Frost, ele era um profissional e encarou a entrevista como um trabalho, uma oportunidade. De certa forma foi honesto consigo e com o público já que sempre deixou claro que seu interesse era o dinheiro.
Bem diferente da falsa imparcialidade da imprensa brasileira, onde apoio descarado é dado a determinados políticos, empresas e pessoas enquanto posam de bons moços.

Recomendo muito o filme, que deve chegar em BH este mês. E também “Todos os Homens do Presidente” que você encontra em qualquer boa locadora.

Anúncios

Os comentários estão desativados.

%d blogueiros gostam disto: